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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo VI)


No outro dia pela manhã, Alice chegava à faculdade, estava com o olhar atento para todos os lados, já se sentia mais segura ao andar pelos corredores e eles não pareciam mais tão longos como no primeiro dia. Estava chegando a sua sala, quando ouviu uma voz já conhecida por ela, e em uma ação involuntária de seu corpo, ela parou ao lado da porta.
-... Já disse pra que você não me ligasse esse horário, você sabe o quanto é arriscado, ainda mais agora e você sabe o motivo. – disse John, baixo e fez-se silêncio.
- Não me liga mais, quando eu necessitar da tua ajuda, eu ligo, do contrário não me ligue! – disse John grosseiro, em seguida desligando o celular.
Nesse mesmo instante, Alice, entra na sala e olha para John, dando um sorriso misturado de sarcasmo e simpatia, John a olha, sério, a fulminando com os olhos. Ela senta-se no seu lugar, e no decorrer da aula seus pensamentos ficam longe tentando de alguma forma se concentrar para colocar em prática os planos que rondavam seus pensamentos, até que é despertada pelo irritante sinal. Todos se retiram da sala, exceto ela e John, como já havia virado rotina.
- John, as coisas são tão engraçadas não acha? – disse ela com um tom divertido ao mesmo tempo em que se levantava de sua cadeira e ia em direção a ele.
- Por que diz isso querida Ash? – disse ele sarcástico.
Ela sorrindo divertida, colocou-se a frente dele, apoiando suas mãos em sua mesa, e olhando-o nos olhos.
- Porque é como se as coisas estivessem nesse momento se encaixando, e pra isso eu não tenha feito simplesmente nada. – com o mesmo tom.
- Que coisas estão se encaixando? – disse ele ficando com uma expressão dura.
- Não seja ingênuo querido! – disse Alice com sarcasmo – Nós dois sabemos o que está acontecendo por aqui hum? Não precisa ficar com medo! – voltando ao tom divertido.
- Com quem pensa que está falando? – gritou ele.
Alice assusta-se um pouco com essa ação inesperada, mas não desiste.
- Está ficando assustado John? As coisas estão ficando ruins para o teu lado querido? – disse ela com sarcasmo.
- Quem você pensa que é para falar nesse tom comigo? Você não sabe com quem está lidando! – disse ele nervoso, e ficando em pé – Eu posso acabar com você garotinha! – ameaçador.
- Você quem não sabe com quem está lidando garoto! – disse Alice ficando séria – Eu vou te avisar uma coisa, daqui pra frente tudo vai ser diferente, já chega de brincar de lobo-mau, a brincadeira acabou! – olhando-o profundamente.
- Eu deveria ter medo de você? – disse debochado.
- Responda isso você mesmo, agora o jogo vai começar pra valer garoto, seremos apenas eu e você! – disse ela decidida, e logo em seguida ouve-se mais uma vez o sinal, e todos começam a retornar as suas salas.
Alice sem tirar seus olhos dos dele, volta para seu lugar, sentando-se. A aula passa arrastando-se, e Alice inquieta, esperando ansiosamente pelo fim, sabendo o que viria, e depois de horas, o sinal finalmente toca, ela se levanta, e sai da sala sem olhar para John.
A caminho de sua casa, mais uma vez sente que está sendo seguida, mas dessa vez, ela sorri vitoriosa, e acelera os passos, pura e simplesmente por ansiedade. Passando por uma rua mais escura, ela sente mãos a segurando novamente e a levando para um lugar ainda mais escuro, ela sabia bem quem era, ao ser encostada na parede e sentir braços a prendendo.
- Eu estava esperando por você, John! – disse ela com um sorriso sarcástico no rosto.
- Quem é você afinal? Me diga! Quem é você de verdade? – disse John gritando.
Alice soltou uma gargalhada divertida, em seguida colocando uma mão sobre o peito dele e o empurrando para trás, fazendo com que ele se encostasse na parede dessa vez.
- Por que está tão nervoso garoto? Poderia até me arriscar a dizer que está com medo. – disse ela ainda rindo.
- Não estou com medo, mas você sim deveria estar! – disse ele ameaçador.
- Sabe John... – disse Alice, aproximando-se do rosto dele, ficando com sua boca a poucos centímetros da dele – até agora só me fez ameaças e mais ameaças, eu não creio que você seja tão perigoso quanto quer ser. – disse ela sussurrando, com uma voz um tanto quanto sedutora.
John cerrou os dentes com força, engoliu a seco, esquecendo-se de respirar por alguns minutos.
- O que está tentando fazer? – disse ele ofegando um pouco.
Alice sorriu de lado, aproximou seus lábios da orelha de John.
- Tentando? Nada querido John! Eu apenas faço, ajo, ao invés de apenas fazer ameaças... – sussurrou ela suavemente, ao mesmo tempo em que deixava sua mão deslizar pelo peitoral de John, até o cós de sua calça, sorrindo com maldade ao escutar ele ofegar – e sabe o que é melhor de tudo isso? Mesmo começando a jogar mais tarde do que você, eu já estou ganhando! – disse isso e em seguida mordeu levemente o lóbulo da orelha dele, se afastando e olhando-o. Soltando uma gargalhada assim que o olha, olha em seus olhos, sorrindo divertida e vitoriosa.
- Algum problema querido? – sarcástica.
- N-nã-não! – gagueja ele, respirando fundo tentando encontrar o ar que lhe fugiu – Você está brincando com fogo. Se você quer jogar, nós vamos jogar! – disse ele a fulminando com os olhos pela segunda vez no dia, com tom ameaçador.
- John... – ri Alice – Antes de começar a jogar, acho que você deveria ir pra casa, tomar um banhozinho gelado! – dando uma piscadinha para ele, e saindo dali – Bye bye querido! – sarcástica, disse já um pouco distante.
John a olhando de longe, ainda estava meio extasiado, porque ele não poderia ser louco de negar, era uma mulher linda e atraente demais.
- Isso não vai ficar assim! – foi apenas o que disse [...]

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo V)


- Com licença Peter! – disse Alice entrando na sala de Peter.
- Algum problema Alice? – a olhou.
- Sim! Eu quero começar a fazer as coisas do meu jeito! – disse ela séria.
- E que jeito seria o teu? – disse ele intrigado.
- Eu não quero mais ser a boa moça daquela faculdade e ser a garotinha que é ameaçada pelo mal da universidade, aquele garoto tem algo a ver com o desaparecimento de Dan, e eu vou descobrir qual o envolvimento dele nisso, mas não sendo uma boba. – disse ela decidida.
- Alice você não pode se arriscar dessa forma, ele pode descobrir e...
- Peter, ele já sabe! – o interrompe. – Ele sabe quem sou, ou melhor, quem eu não sou.
- Como? – disse Peter surpreso.
- Eu não sei como Peter, mas ele sabe, eu sei que sabe, e eu não vou mais ficar brincando de faz de conta com esse rapaz.
- É perigoso Alice, entenda! – disse ele se alterando um pouco.
- Eu não me importo! – grita ela. – Eu sei o quanto isso pode ser perigoso pra mim... – voltando ao normal – Mas eu tenho que fazer enquanto é tempo de recomeçar, de refazer e reavaliar, eu já me decidi, eu vou fazer as coisas como quero, você aceitando isso, ou não!
- Eu posso te por na rua garota! – disse ele sério.
- Coloque Peter, coloque, mas nem isso vai me impedir! Esse caso é meu, aqui dentro ou não, eu vou resolver esse caso. – disse ela séria, fazendo menção de sair da sala.
- Alice! – disse ele num tom grave.
- Sim Peter? – disse virando-se para ele.
- Eu gosto da tua determinação, da maneira como consegue ser decidida, você tem o meu apoio. – sorrio levemente.
- Obrigada Peter, é bom saber disso! – sem esboçar nenhum sorriso – Sabe onde está Raul?
- Em sua sala, acredito eu!
- Obrigada! – saindo da sala de Peter e indo em direção a sala de Raul.
Alice estava realmente decidida em relação ao que estava em sua mente, ela iria colocar aquele garoto contra a parede, iria descobrir o que estava por trás daquele desaparecimento, ela estava determinada.
- Com licença Raul! – disse colocando a cabeça para dentro da sala.
- Ah, entre Alice! – disse sorrindo ao olhá-la.
- Posso falar com você um instante? – disse ela entrando e fechando a porta.
- Claro que sim, está tudo bem? Parece um tanto quanto nervosa! – olhando-a.
- Sim, está, quer dizer não... Ah, eu não sei Raul! – disse se enrolando – Eu tomei uma decisão, acabei de sair da sala de Peter, e ele me apóia na minha decisão.
- Que decisão seria essa? – interessando-se.
- Eu não vou mais me passar pela aluna bobinha, eu vou colocar aquele garoto contra a parede, ele está envolvido nisso. – disse convicta.
- E como sabe disso? – com expressão confusa.
- Assim que saiu da minha sala quando estávamos conversando, eu recebi um telefonema e [...] – Alice contou todo o ocorrido do telefonema anônimo que havia recebido a Raul e o porquê de ter certeza que era ele.
- Alice... Você sabe o quanto isso pode ser perigoso não é? – disse Raul preocupado.
- Sim, eu sei Raul, e não me importo mais, eu quero desvendar tudo isso.
- Alice! Alice! – suspirou Raul e sorriu em seguida – Você sabe que eu vou estar aqui sempre que precisar. – esticou suas mãos segurando as dela sobre a mesa.
- Obrigada Raul, eu sabia que você não iria ir contra minha decisão. – sorriu ela, segurando as mãos dele também.
Os dois olharam-se cúmplices, sorrindo um ao outro, mais do que colegas de trabalho, eram grandes amigos [...]



Resolvi fazer um capítulo mais calminho, só pra deixar com um gostinho de “quero mais ação”, e nos próximos, aguardem que ação não vai faltar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo IV)


Já no outro dia Alice estava na Unidade de Investigação conversando com seu amigo, que também era detetive, Raul, um rapaz também jovem, um pouco mais velho que ela, tinha 26 anos.
- Alice fica calma! Você ficar dessa forma não vai ajudar em nada, ele não pode fazer nada com você, ainda mais se ele realmente sabe de tudo, ele sabe que corre um grande risco se fizer alguma coisa. – disse Raul tentando tranquilizá-la.
- Eu não posso ficar calma Raul, não posso! – disse aflita, sentando em um sofá que tinha na sala – Ele me ameaçou, ele me dá medo, os olhos dele parecem que me matam apenas por me encararem – colocando as mãos sobre o rosto, e começando um choro incessante.
Raul aproximou-se dela, sentando-se em uma mesinha que havia em frente ao sofá, e ficou olhando-a.
- Alice! – chamou-a com voz firme.
Ela então tirou suas mãos do rosto, e olhou para ele, ainda chorando.
- O que? – disse chorosa.
- Eu odeio te ver chorar, portanto, acabe com suas lágrimas e escute! – disse olhando intensamente para ela, em seguida segurando suas mãos – Você não queria tanto uma investigação com tal grau de importância e, consequentemente, perigo? – disse ele calmo.
- Eu queria, é claro que eu queria Raul. – disse Alice se alterando um pouco e levantando-se do sofá, olhando pela janela – Mas John é completamente assustador. – sussurrou as últimas palavras.
Raul se levantou e colocou-se atrás de Alice, pousou uma mão em seu ombro e apertou como um gesto de carinho.
- Você quer desistir? – perguntou Raul, hesitante.
Alice se calou, e ficou olhando longe, instantes depois, baixou sua cabeça, fechando lentamente os olhos, ele então suspirou.
- Eu vou ver com Peter alguém que possa fazer isso no seu lugar. – disse Raul, dando um beijo cheio de afeto na cabeça de Alice, encaminhou para a porta, e antes mesma de abri-la ouviu a voz dela:
- Não! – disse ela levantando a cabeça, e virando-se para ele – Eu não quero desistir! – olhando-o – Se eu consegui essa investigação foi porque eu mereci, eu a conquistei, o meu esforço esses anos me fizeram chegar até aqui, e eu não vou perder essa chance por um medo idiota de um garoto que tão pouco sabe o que quer da vida! – disse Alice, firme e decidida.
Raul sorrio, e caminhou até ela.
 - Eu sabia que você não iria desistir tão facilmente. – deu um beijo terno na testa de Alice – Você conseguirá, nós confiamos em você. – piscou para ela e se retirou da sala, deixando Alice pensativa.
Seus devaneios são afastados pelo barulho do telefone.
- Unidade de Investigação! – atendendo o telefone.
- Alice? – pergunta a voz masculina, mas desconhecida, do outro lado.
- S-sim. – hesitante. – Quem fala?
- Eu não quero me identificar, se é que me entende, eu apenas quero falar uma coisa, que eu acho que pode te ajudar na tua busca.
- Claro, eu entendo. Pois bem, me diga então o que sabe? – interessando-se na conversa.
- Naquela festa aquela noite, eu vi o Dan conversando com um rapaz estranho, vi de longe, parecia que estavam discutindo, ou muito perto disso, eu apenas consegui ouvir uma frase, muito ameaçadora por sinal. – disse a pessoa nervosa.
- E que frase seria essa? – prestando atenção em cada palavra.
- Muitas pessoas já se arrependeram amargamente.
Alice então paralisou ao ouvir aquilo e seus pensamentos logo voltaram ao “primeiro” dia de aula.

- Tem algumas coisas que você precisa aprender sobre mim Ashley. – disse ele com tom de desprezo ao pronunciar o nome dela – Não fale comigo, a menos que eu puxe assunto com você, muitas pessoas já se arrependeram amargamente por quebrar essa regra. – disse ele cuspindo as palavras, quase gritando – Entendeu? – e finalmente sorrio, um sorriso sarcástico e sombrio.

- Alô? – Alice é tirada de seus pensamentos pela voz desconhecida.
- Sim, me desculpe. A sua informação pode nos ser muito útil. – disse Alice.
- Eu espero que seja. – logo ao terminar a frase, desligou, sem dar tempo de Alice responder.
Alice desligou o telefone, e se perdeu nos teus pensamentos, e só conseguia pensar no que aquele homem desconhecido havia lhe dito. – Então era por isso que ele estava tão aflito com essa busca? Por isso me perseguiu aquele dia? Mas o que Dan, um rapaz daquele porte iria estar fazendo, numa discussão com John? – Eram pensamentos que rondavam a cabeça de Alice, que nesse momento saiu em direção a sala de Peter [...]

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo III)


Alice estava caminhando em direção à sua casa após ter saído da Universidade, e estava no celular com o seu chefe:
- Peter eu não sei por quanto tempo eu irei conseguir permanecer com isso. – disse numa mistura de decepção e desespero.
- Você tem que conseguir Alice, é a nossa única chance de conseguir descobrir alguma coisa, não temos nenhuma outra arma, não temos pistas, ninguém da festa viu nada, e se viram não querem falar. Você consegue, eu sei que consegue, nós estamos com você. – disse Peter do outro lado com um tom duro, mas ao mesmo tempo consolador.
Alice suspirou pesarosa, e por um momento sentiu a presença de alguém, e virou-se rapidamente para trás, mas não havia ninguém, olhou para os lados, procurando algum vestígio, mas não havia nada, começou a caminhar mais rapidamente.
- Alice? – disse Peter do outro lado da linha.
- Sim? Desculpe-me Peter, tive a sensação de que tinha alguém perto, mas acho que foi só minha impressão. Enfim... Eu irei prosseguir, eu irei tentar. – suspirou.
- Não se preocupe Alice, você pode fazer isso. – disse Peter.
- Está bem, obrigado Peter. Até logo! – disse Alice desligando o celular.
A casa de Alice era um tanto quanto afastada de tudo, morava em um apartamento num bairro de classe média da cidade, e já era fim de tarde, estava começando a escurecer, ainda tinha a sensação de estar sendo seguida, caminhava rápido e olhando para todos os lados, mas de repente, sentiu uma mão sobre sua boca e um braço envolta de si a carregando para um “beco” que havia ali perto, não pode fazer nada além de se debater e tentar gritar, mas o braço que a prendia era forte demais, ela não teria nenhuma chance, e então sentiu tudo escurecer, e o desespero tomou ainda mais conta de si, foi encostada na parede, e ficou encurralada entre os braços, que entre um fio de luz que passava ali pode ver a sombra dos olhos, de John, o olhou nos olhos, e como sempre acontecia quando fazia isso, sentiu o ar lhe faltar, e não conseguiu dizer nenhuma palavra.
- Olá Ash! – disse John, como sempre, sarcasticamente.
- O-oi! – disse Alice gaguejando e tentando sorrir, sem sucesso.
- Está com medo de mim? – soltou uma risada sombria.
Alice sentiu as pernas bambearem, e quase sentiu o corpo desfalecer ali, mas se esforçou para manter-se firme.
- N-não John. – disse ela tentando ser o mais convincente que podia – Só estou assustada ainda por você ter chegado assim, de repente. – forçando um sorriso.
- Ah! Desculpe-me Ash, não foi minha intenção assustá-la. – sarcástico.
- O que você quer John? – perguntou Alice finalmente, se esforçando para ser dura e firme.
O olhar de John escureceu ainda mais, seu semblante endureceu, e o silêncio a pode deixar escutar os dentes dele cerrarem com força.
- Eu quem pergunto o que você quer Ashley? Você se acha esperta demais não é? – disse John entre os dentes, com raiva.
- Eu não quero nada John, eu não sei por que você está falando desse jeito e fazendo tudo isso, eu apenas queria fazer amizade com você hoje, não sabia que falar com você causaria tudo isso. – disse Alice assustada com toda a situação.
John soltou uma sonora gargalhada sarcástica, e voltou seu olhar duro para os de Alice.
- Você poderia ser atriz sabia? Você quase conseguiu me comover com tudo isso, quase. – deu ênfase ao “quase” e continuou – Você realmente não sabe onde está se metendo, você não é tão esperta quanto pensa, mas eu vou te dar um aviso. – olhou-a profundamente nos olhos, como se a pudesse manipular dessa forma – A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com grande cautela. – disse quase num sussurro da forma mais calma que ela vira desde que o conhecera – A verdade será muito bela para mim, mas para você e muitas outras pessoas, ela seria e será muito terrível. – disse sombriamente e, em seguida, sorrio sarcástico.
Alice precisou de muito esforço para encontrar novamente o seu ar, e respirou fundo, buscando forças para respondê-lo, na verdade:
- Por que está me dizendo isso? – perguntou Alice.
- Você sabe melhor do que eu Ash, você sabe. – afastando-se dela - Mas não se preocupe, eu não vou atrapalhar em nada, a menos que isso comece a me incomodar, o que já está acontecendo. – deu uma risada sombria, e caminhou para fora do beco – Tchauzinho Ash. – disse sarcasticamente, acenando sobre os ombros.
Alice ficou olhando a sombra de John ir embora, e ficou por longos minutos sem ação.
- Ele sabe! – foi apenas o que pode dizer [...]


sábado, 10 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo II)

 Acompanhem desde o Capítulo I

John era um garoto com porte de jogador de futebol americano, mas odiava qualquer tipo de esportes, tinha os cabelos compridos, um olhar obscuro, usava apenas roupas pretas, seu sorriso, quando aparecia, era carregado de sarcasmo, era agressivo, insensato, se visse alguém o olhando, já queria tirar satisfações e saber o motivo, e foi assim que conheceu Ashley (Alice), estava sentado na fileira ao lado, um pouco mais a frente que ela, e sentiu o peso de seu olhar sobre si, virou o rosto lentamente em sua direção, e a olhou de uma forma tão obscura que ela teve de fazer muito esforço para encontrar o ar que lhe havia faltado naquele momento, desviou seus olhos e ouviu-se o som ensurdecedor de um sinal que indicava que era hora do intervalo, Ashley então permaneceu sentada em seu lugar, assim como John, quando todos saíram da sala, Ashley se levantou e caminhou até uma cadeira a frente de John, e se sentou:
- Olá! – disse ela, dando o seu sorriso mais simpático.
Ele a olhou, sério, sem esboçar nenhuma reação:
- Oi! – disse ele, friamente.
A voz dele era grossa, e a frieza dele a fez sentir um arrepio, ele estava causando sensações estranhas nela, sensações de pavor, mas ela se concentrou e continuou:
- Prazer, meu nome é Ashley! – disse estendendo-lhe a mão.
Ele olhou a mão dela, e voltou a olhá-la nos olhos e disse:
- John, o prazer é todo seu! – mais uma vez friamente.
Ela recolheu sua mão, que não foi retribuída com um aperto, mas ainda sem desistir:
- Você sabe se tem muitas festas por aqui? – sorrindo simpaticamente.
Ele a olhou fulminantemente, olhou ainda mais fundo em seus olhos e se levantou da cadeira, apoiando as suas mãos em cima da mesa, deixando seu rosto, e consequentemente seu olhar mais perto do dela, ela sentiu o chão sumir e o ar lhe faltou:
- Tem algumas coisas que você precisa aprender sobre mim Ashley. – disse ele com tom de desprezo ao pronunciar o nome dela – Não fale comigo, a menos que eu puxe assunto com você, muitas pessoas já se arrependeram amargamente por quebrar essa regra. – disse ele cuspindo as palavras, quase gritando – Entendeu? – e finalmente sorrio, um sorriso sarcástico e sombrio.
Ashley só conseguiu assentir lentamente, tentando novamente encontrar seu ar, tentando desviar seu olhar do dele, o que parecia impossível, pois era como se seus olhos tivessem criado vida própria a impedindo de controlá-los:
- Ótimo Ash – disse ele sarcástico, com o mesmo sorriso no rosto.
Saiu de seu lugar, e sumiu pelo corredor, Ashley ficou o seguindo com o olhar, e lentamente foi respirando fundo, enchendo seus pulmões de ar novamente, precisou de alguns minutos para se recuperar completamente daquela situação. Ela não sabia o que pensar, ficou analisando tudo aquilo, e então ao virar seus olhos em direção a porta, viu uma garota, loira, alta, realmente muito linda, que estava a observando:
- É melhor você ouvir o que ele disse, ele não estava brincando, toma cuidado. – disse a garota docemente.
Ashley ficou olhando-a, que rapidamente saiu pelo corredor, permaneceu sentada e o desespero começava a tomar conta de si, sem saber se iria realmente conseguir descobrir o que devia, seu olhar se perdeu em um ponto qualquer, e seus pensamentos estavam em uma guerra de consolo e assombro [...]



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo I)

Dan era um jovem de apenas 19 anos, que morava em um bairro de classe alta em Seatle, tinha cabelos pretos, quase reluzentes à luz do sol de tão negros que eram, os olhos de um verde bem claro, era alto, corpo bem esculturado, um garoto sorridente que esbanjava simpatia por onde passava, todas as garotas faziam de tudo para chamar a sua atenção, e apesar de saber de sua beleza era calmo demais, e sorria divertido com as tentativas frustradas das garotas.  Cursava publicidade em uma das melhores faculdades de Seatle, era apaixonado por criar, e tinha uma incrível criatividade ao fazer isso, e esse era um dos motivos por ter escolhido esse curso.
Todos gostavam de estar com Dan, e também o admiravam pelo seu jeito tão diferente de ser de todos os outros garotos daquela cidade; sua mãe, Lise, se orgulhava o tempo todo de seu filho, por tantos elogios que recebia de professores, e até mesmo de pessoas que simplesmente o viam passar pela rua.
Dan não era muito de sair, mas em uma noite qualquer, ele resolveu sair com alguns amigos para uma boate bastante movimentada, e como não era muito de beber, deu alguns goles de bebida, e logo começou a sentir-se mal e então resolveu ir fora de toda a multidão para tomar um ar [...]
Seus amigos estavam desesperados a procura de algum vestígio de Dan, horas haviam se passado desde a última vez que o viram, e de pronto avisaram sua mãe que logo chamou a polícia [...]
Alice, uma jovem detetive, de apenas 24 anos, foi encarregada de descobrir os mistérios que cercavam o desaparecimento de Dan naquela noite, e pra isso, ela teria que se infiltrar entre os alunos da Universidade sem se deixar perceber pelos estudantes daquele lugar, e para isso passou a ser conhecido por lá como Ashley; e então, no seu “primeiro” dia de aula, estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa, pois era seu primeiro caso de tamanha importância, estava frente ao espelho do banheiro olhando para si mesma, ensaiando caras e falas, e ao ouvir o sinal para o início da aula, respirou fundo e disse para si mesma:
- Ficar no anonimato. Claro, eu consigo fazer isso. Com toda certeza. – E sorriu o mais convincente que pode e saiu do banheiro em direção a sala que lhe fora indicada.
O corredor parecia longo demais, o som daquelas quase ainda crianças conversando e rindo pelos corredores penetravam seus ouvidos e percorriam todo o teu corpo numa explosão de adrenalina que estava tomando conta de si, olhava para todos os lados tentando se situar e se familiarizar com aquele ambiente que ela ainda conhecia bem, ao chegar em sua sala, pareceu que todos os olhares se voltaram para ela, e suas pernas parece que iriam deixá-la cair frente todos aqueles olhares curiosos, ela num súbito momento de lucidez, respirou fundo tentando encontrar todas as tuas forças e disse o mais audível que pode:
- Com licença! – sorrio timidamente.
Caminhou para o único lugar vago que ainda havia, na última cadeira da última fileira, e se sentou, observando cada rosto que ali estavam presentes, tentando por meras expressões encontrar alguma resposta para as tantas perguntas que a tinham levado até ali [...]