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sábado, 21 de agosto de 2010

Ilusão

Se tudo der certo, eu e você vamos nos encontrar, passar horas e horas juntos, sem parar para pensar no tempo, sem nos preocupar com nada, nem ninguém, será apenas eu e você [...]

Essas palavras não saiam da minha cabeça desde que ele as disse para mim aquele dia; tudo parecia tão estranho desde então; o sol já não brilhava tanto quanto antes, as flores não exalavam o perfume inebriante como outras vezes, as músicas não eram tão lindas como já foram, os filmes já não faziam tanto sentido, e o amor... Estava prestes a se tornar indiferente aos meus olhos e principalmente ao meu coração. Me lembrar que acreditei em cada palavra que me dissera... Mas me enganou, mentiu, e não tenho o menos pudor ao fazer isso, como pude ser tão tola? Eu que sempre tive meus pés no chão, me deixei levar por promessas que nunca tiveram a intenção de deixarem de ser apenas palavras.
Por um instante senti vontade de ligar para alguém do Brasil, mas o telefone estava bloqueado, acreditei então que assim era melhor, talvez eu ainda não estivesse pronta para mentir que estava bem, ainda não, não agora, não hoje. Eu sentia frio, mas não um frio que bastava em me enfiar debaixo das cobertas que passaria, mas era um frio aqui dentro de mim, meu coração parecia estar congelando, talvez isso fosse bom; sentia medo, não de ficar só, nem mesmo de não saber viver sem ele, eu teria que aprender afinal, mas de pensar em como ele poderia estar muito bem, feliz, longe de mim, saber que pra ele, eu não fui nem mesmo a metade do que ele foi, e de maneira repugnante, ainda é para mim, isso fez abrir mais fundo ainda a minha ferida, que insistia em não se curar.
E as nossas cicatrizes têm o poder de nos recordar que o passado foi real, recordar... Quando tudo que eu mais precisava era simplesmente esquecer, eu desisti dos meus sonhos e princípios por causa dele, e em troca disso, ele me tirou o que de mais precioso eu tinha, a alegria, a alegria de estar viva.



Obs.: Texto totalmente fictício apenas para as pautas do "OUAT", "In Verbis" e "Bloínquês".
Boom meus queridos leitores, peço-lhes desculpas pelo relaxamento que estou tendo com o blog, eu prometo que vou tentar postar mais u_u E, aos que acompanhavam o "Discretamente Perigoso", peço-lhes mais desculpas, mas no momento, eu não irei continuá-lo porque a minha criatividade não está ajudando muito, então, assim que for possível eu irei postar os próximos capítulos, espero a compreensão de vocês, e as minhas sinceras desculpas.

domingo, 18 de julho de 2010

Confusão

O tempo parece passar rápido demais, as coisas mudam numa freqüência que eu custo a conseguir acompanhar, é difícil, mas não depende muito da minha vontade, e essa história de querer voltar no tempo é tão desnecessária, faz com que deixemos de aproveitar o presente, mas eu não quero deixar de aproveitar o agora, mas jamais esqueceria o meu passado, que ainda é meu presente, eu jamais me esqueceria de você, que fez parte de muitos momentos marcantes da minha vida, 13 anos de amizade, isso não é pra qualquer um não é mesmo? Mas, tanto tempo tem uma explicação, a amizade é um amor que nunca morre, talvez seja essa a única explicação cabível para que nem mesmo os momentos ruins tenham feito com que a amizade viesse a acabar.
Os momentos ruins? Sim, esses eu quero esquecer, não quero guardar no meu coração as vezes que nós tivemos que ficar longe um do outro por coisas fúteis demais, mas que não pudemos ver no momento, as coisas realmente já não são como eram antes, afinal, as coisas sofrem mutação a cada dia que passa, mas eu não sei o que faria sem você, embora tudo esteja diferente, eu não poderia me esquecer do quão importante foi na minha vida, de quantas vezes me fez rir das tuas idiotices tão... Idiotas (?)
Por muitas vezes eu me perguntei o que eu seria capaz de fazer por você? E nessas muitas vezes eu respondi a mim mesma que eu seria capaz de fazer o que fosse por você, mas o tempo me mostrou que não seria justo eu fazer tudo por você, enquanto você estava distante demais de ao menos pensar em fazer simples coisas por mim, eu me questionei então se amizade não estava relacionado a dar sem esperar nada em troca, e a resposta veio de algum lugar que eu desconheço, me dizendo que eu estava me doando demais para alguém que não estava mais querendo receber, então eu entendi, e simplesmente passei a fazer por você, o pouco que você passou a fazer por mim, certo ou errado tal atitude? Eu não sei, afinal, seria egoísmo pensar um pouco em mim apenas?
Estamos distantes agora, eu sei, mas aqui no meu coração você ainda permanece perto, e nunca deixará de ser o meu grande amigo, histórias e momentos estão concretizados nas páginas da minha história, e não se engane, você fez, por muitos anos, grandes parágrafos nesse livro, e embora agora tenham se tornado parágrafos falhos e pequenos ao longo das minhas palavras, você ficou marcado em cada página e sem certeza alguma no que digo, estará marcado por todas as páginas dessa história.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo III)


Alice estava caminhando em direção à sua casa após ter saído da Universidade, e estava no celular com o seu chefe:
- Peter eu não sei por quanto tempo eu irei conseguir permanecer com isso. – disse numa mistura de decepção e desespero.
- Você tem que conseguir Alice, é a nossa única chance de conseguir descobrir alguma coisa, não temos nenhuma outra arma, não temos pistas, ninguém da festa viu nada, e se viram não querem falar. Você consegue, eu sei que consegue, nós estamos com você. – disse Peter do outro lado com um tom duro, mas ao mesmo tempo consolador.
Alice suspirou pesarosa, e por um momento sentiu a presença de alguém, e virou-se rapidamente para trás, mas não havia ninguém, olhou para os lados, procurando algum vestígio, mas não havia nada, começou a caminhar mais rapidamente.
- Alice? – disse Peter do outro lado da linha.
- Sim? Desculpe-me Peter, tive a sensação de que tinha alguém perto, mas acho que foi só minha impressão. Enfim... Eu irei prosseguir, eu irei tentar. – suspirou.
- Não se preocupe Alice, você pode fazer isso. – disse Peter.
- Está bem, obrigado Peter. Até logo! – disse Alice desligando o celular.
A casa de Alice era um tanto quanto afastada de tudo, morava em um apartamento num bairro de classe média da cidade, e já era fim de tarde, estava começando a escurecer, ainda tinha a sensação de estar sendo seguida, caminhava rápido e olhando para todos os lados, mas de repente, sentiu uma mão sobre sua boca e um braço envolta de si a carregando para um “beco” que havia ali perto, não pode fazer nada além de se debater e tentar gritar, mas o braço que a prendia era forte demais, ela não teria nenhuma chance, e então sentiu tudo escurecer, e o desespero tomou ainda mais conta de si, foi encostada na parede, e ficou encurralada entre os braços, que entre um fio de luz que passava ali pode ver a sombra dos olhos, de John, o olhou nos olhos, e como sempre acontecia quando fazia isso, sentiu o ar lhe faltar, e não conseguiu dizer nenhuma palavra.
- Olá Ash! – disse John, como sempre, sarcasticamente.
- O-oi! – disse Alice gaguejando e tentando sorrir, sem sucesso.
- Está com medo de mim? – soltou uma risada sombria.
Alice sentiu as pernas bambearem, e quase sentiu o corpo desfalecer ali, mas se esforçou para manter-se firme.
- N-não John. – disse ela tentando ser o mais convincente que podia – Só estou assustada ainda por você ter chegado assim, de repente. – forçando um sorriso.
- Ah! Desculpe-me Ash, não foi minha intenção assustá-la. – sarcástico.
- O que você quer John? – perguntou Alice finalmente, se esforçando para ser dura e firme.
O olhar de John escureceu ainda mais, seu semblante endureceu, e o silêncio a pode deixar escutar os dentes dele cerrarem com força.
- Eu quem pergunto o que você quer Ashley? Você se acha esperta demais não é? – disse John entre os dentes, com raiva.
- Eu não quero nada John, eu não sei por que você está falando desse jeito e fazendo tudo isso, eu apenas queria fazer amizade com você hoje, não sabia que falar com você causaria tudo isso. – disse Alice assustada com toda a situação.
John soltou uma sonora gargalhada sarcástica, e voltou seu olhar duro para os de Alice.
- Você poderia ser atriz sabia? Você quase conseguiu me comover com tudo isso, quase. – deu ênfase ao “quase” e continuou – Você realmente não sabe onde está se metendo, você não é tão esperta quanto pensa, mas eu vou te dar um aviso. – olhou-a profundamente nos olhos, como se a pudesse manipular dessa forma – A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com grande cautela. – disse quase num sussurro da forma mais calma que ela vira desde que o conhecera – A verdade será muito bela para mim, mas para você e muitas outras pessoas, ela seria e será muito terrível. – disse sombriamente e, em seguida, sorrio sarcástico.
Alice precisou de muito esforço para encontrar novamente o seu ar, e respirou fundo, buscando forças para respondê-lo, na verdade:
- Por que está me dizendo isso? – perguntou Alice.
- Você sabe melhor do que eu Ash, você sabe. – afastando-se dela - Mas não se preocupe, eu não vou atrapalhar em nada, a menos que isso comece a me incomodar, o que já está acontecendo. – deu uma risada sombria, e caminhou para fora do beco – Tchauzinho Ash. – disse sarcasticamente, acenando sobre os ombros.
Alice ficou olhando a sombra de John ir embora, e ficou por longos minutos sem ação.
- Ele sabe! – foi apenas o que pode dizer [...]


terça-feira, 8 de junho de 2010

Loucura (?)

" Longas noites passei, tentando encontrar alguma razão para todos esses sentimentos que assombravam o meu peito, pensamentos torturantes e agoniantes rodeavam cada parte da minha cabeça, meu coração hora batia cada vez mais lento, e a sensação de que iria parar a qualquer momento era desesperadora, hora batia acelerado demais como se assim suprisse alguma dor que estava cercando-o. Era impossível achar o motivo, por mais que eu tentasse encontrar; mas então tua imagem surgiu em minha cabeça e no silêncio mortal, todos os detalhes de repente se encaixaram, numa explosão de intuição, e eu não pude acreditar no que meu coração insistia em confirmar, e o mais apavorante foi sentir a minha razão concordando com toda aquela loucura.
Eu não podia acreditar, não podia ser verdade, é loucura, é irracional; você não entenderia, ninguém entenderia, jamais alguém aceitaria tamanha insensatez... Mas, quem disse que eu me importo com o que vão pensar? Eu me importo com o que você vai pensar, e mesmo que não entenda, são os meus sentimentos, são sinceros, sentimentos de um coração puro, e eu não poderia suportar por mais nenhum segundo dizer "eu te amo" e deixar com que sua mente acreditasse na hipócrita ideia de não ser algo mais do que você algum dia já pode imaginar. "