quarta-feira, 7 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo I)

Dan era um jovem de apenas 19 anos, que morava em um bairro de classe alta em Seatle, tinha cabelos pretos, quase reluzentes à luz do sol de tão negros que eram, os olhos de um verde bem claro, era alto, corpo bem esculturado, um garoto sorridente que esbanjava simpatia por onde passava, todas as garotas faziam de tudo para chamar a sua atenção, e apesar de saber de sua beleza era calmo demais, e sorria divertido com as tentativas frustradas das garotas.  Cursava publicidade em uma das melhores faculdades de Seatle, era apaixonado por criar, e tinha uma incrível criatividade ao fazer isso, e esse era um dos motivos por ter escolhido esse curso.
Todos gostavam de estar com Dan, e também o admiravam pelo seu jeito tão diferente de ser de todos os outros garotos daquela cidade; sua mãe, Lise, se orgulhava o tempo todo de seu filho, por tantos elogios que recebia de professores, e até mesmo de pessoas que simplesmente o viam passar pela rua.
Dan não era muito de sair, mas em uma noite qualquer, ele resolveu sair com alguns amigos para uma boate bastante movimentada, e como não era muito de beber, deu alguns goles de bebida, e logo começou a sentir-se mal e então resolveu ir fora de toda a multidão para tomar um ar [...]
Seus amigos estavam desesperados a procura de algum vestígio de Dan, horas haviam se passado desde a última vez que o viram, e de pronto avisaram sua mãe que logo chamou a polícia [...]
Alice, uma jovem detetive, de apenas 24 anos, foi encarregada de descobrir os mistérios que cercavam o desaparecimento de Dan naquela noite, e pra isso, ela teria que se infiltrar entre os alunos da Universidade sem se deixar perceber pelos estudantes daquele lugar, e para isso passou a ser conhecido por lá como Ashley; e então, no seu “primeiro” dia de aula, estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa, pois era seu primeiro caso de tamanha importância, estava frente ao espelho do banheiro olhando para si mesma, ensaiando caras e falas, e ao ouvir o sinal para o início da aula, respirou fundo e disse para si mesma:
- Ficar no anonimato. Claro, eu consigo fazer isso. Com toda certeza. – E sorriu o mais convincente que pode e saiu do banheiro em direção a sala que lhe fora indicada.
O corredor parecia longo demais, o som daquelas quase ainda crianças conversando e rindo pelos corredores penetravam seus ouvidos e percorriam todo o teu corpo numa explosão de adrenalina que estava tomando conta de si, olhava para todos os lados tentando se situar e se familiarizar com aquele ambiente que ela ainda conhecia bem, ao chegar em sua sala, pareceu que todos os olhares se voltaram para ela, e suas pernas parece que iriam deixá-la cair frente todos aqueles olhares curiosos, ela num súbito momento de lucidez, respirou fundo tentando encontrar todas as tuas forças e disse o mais audível que pode:
- Com licença! – sorrio timidamente.
Caminhou para o único lugar vago que ainda havia, na última cadeira da última fileira, e se sentou, observando cada rosto que ali estavam presentes, tentando por meras expressões encontrar alguma resposta para as tantas perguntas que a tinham levado até ali [...]



5 escreveram aqui:

Franciele Valadão disse...

Que lindo. Adorei a história dele.

Maria Carolina disse...

ohmy, adorei o texto! Quero ver logo a continuação e descobrir o que aconteceu com o Dan, porque né, pobrezinho. :*

Jorge Lima disse...

Texto Ótimo, vc sabe disso!
Eu quero ler o próximo!

isabela branco disse...

QUE LINDO *-* AMEI o personagen Dan *-*

Gabe Candido disse...

Muito bom, estou aguardando o próximo.
Beijo

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