quarta-feira, 14 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo III)


Alice estava caminhando em direção à sua casa após ter saído da Universidade, e estava no celular com o seu chefe:
- Peter eu não sei por quanto tempo eu irei conseguir permanecer com isso. – disse numa mistura de decepção e desespero.
- Você tem que conseguir Alice, é a nossa única chance de conseguir descobrir alguma coisa, não temos nenhuma outra arma, não temos pistas, ninguém da festa viu nada, e se viram não querem falar. Você consegue, eu sei que consegue, nós estamos com você. – disse Peter do outro lado com um tom duro, mas ao mesmo tempo consolador.
Alice suspirou pesarosa, e por um momento sentiu a presença de alguém, e virou-se rapidamente para trás, mas não havia ninguém, olhou para os lados, procurando algum vestígio, mas não havia nada, começou a caminhar mais rapidamente.
- Alice? – disse Peter do outro lado da linha.
- Sim? Desculpe-me Peter, tive a sensação de que tinha alguém perto, mas acho que foi só minha impressão. Enfim... Eu irei prosseguir, eu irei tentar. – suspirou.
- Não se preocupe Alice, você pode fazer isso. – disse Peter.
- Está bem, obrigado Peter. Até logo! – disse Alice desligando o celular.
A casa de Alice era um tanto quanto afastada de tudo, morava em um apartamento num bairro de classe média da cidade, e já era fim de tarde, estava começando a escurecer, ainda tinha a sensação de estar sendo seguida, caminhava rápido e olhando para todos os lados, mas de repente, sentiu uma mão sobre sua boca e um braço envolta de si a carregando para um “beco” que havia ali perto, não pode fazer nada além de se debater e tentar gritar, mas o braço que a prendia era forte demais, ela não teria nenhuma chance, e então sentiu tudo escurecer, e o desespero tomou ainda mais conta de si, foi encostada na parede, e ficou encurralada entre os braços, que entre um fio de luz que passava ali pode ver a sombra dos olhos, de John, o olhou nos olhos, e como sempre acontecia quando fazia isso, sentiu o ar lhe faltar, e não conseguiu dizer nenhuma palavra.
- Olá Ash! – disse John, como sempre, sarcasticamente.
- O-oi! – disse Alice gaguejando e tentando sorrir, sem sucesso.
- Está com medo de mim? – soltou uma risada sombria.
Alice sentiu as pernas bambearem, e quase sentiu o corpo desfalecer ali, mas se esforçou para manter-se firme.
- N-não John. – disse ela tentando ser o mais convincente que podia – Só estou assustada ainda por você ter chegado assim, de repente. – forçando um sorriso.
- Ah! Desculpe-me Ash, não foi minha intenção assustá-la. – sarcástico.
- O que você quer John? – perguntou Alice finalmente, se esforçando para ser dura e firme.
O olhar de John escureceu ainda mais, seu semblante endureceu, e o silêncio a pode deixar escutar os dentes dele cerrarem com força.
- Eu quem pergunto o que você quer Ashley? Você se acha esperta demais não é? – disse John entre os dentes, com raiva.
- Eu não quero nada John, eu não sei por que você está falando desse jeito e fazendo tudo isso, eu apenas queria fazer amizade com você hoje, não sabia que falar com você causaria tudo isso. – disse Alice assustada com toda a situação.
John soltou uma sonora gargalhada sarcástica, e voltou seu olhar duro para os de Alice.
- Você poderia ser atriz sabia? Você quase conseguiu me comover com tudo isso, quase. – deu ênfase ao “quase” e continuou – Você realmente não sabe onde está se metendo, você não é tão esperta quanto pensa, mas eu vou te dar um aviso. – olhou-a profundamente nos olhos, como se a pudesse manipular dessa forma – A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com grande cautela. – disse quase num sussurro da forma mais calma que ela vira desde que o conhecera – A verdade será muito bela para mim, mas para você e muitas outras pessoas, ela seria e será muito terrível. – disse sombriamente e, em seguida, sorrio sarcástico.
Alice precisou de muito esforço para encontrar novamente o seu ar, e respirou fundo, buscando forças para respondê-lo, na verdade:
- Por que está me dizendo isso? – perguntou Alice.
- Você sabe melhor do que eu Ash, você sabe. – afastando-se dela - Mas não se preocupe, eu não vou atrapalhar em nada, a menos que isso comece a me incomodar, o que já está acontecendo. – deu uma risada sombria, e caminhou para fora do beco – Tchauzinho Ash. – disse sarcasticamente, acenando sobre os ombros.
Alice ficou olhando a sombra de John ir embora, e ficou por longos minutos sem ação.
- Ele sabe! – foi apenas o que pode dizer [...]


10 escreveram aqui:

Raah disse...

Amei o blog! O texto tah demais!

Adoro clarice lispector!

Dê uma olhadinha:


http://sonhoparecedeverdade.blogspot.com/

Vinícius Félix Pacheco disse...

pelo jeito vc ama leitura, bonito blog
parabens!



http://www.cuchila.blogspot.com/

Raah disse...

Adorei seu blog!

Muito bom!

Thizi disse...

tem coisas que tem de acontecer

Thizi disse...

tem coisas que tem de acontecer querendo ou não.

Gabi Rodrigues ~* disse...

Christine,a Ingrid do Encanto Cinderela foi plagiada, vamos dar uma força pra nossa amiga blogueira mandando nossa mensagem no blog porcaria da plagiadora?

http://diuliaraujo.blogspot.com/2010/07/palavras-jogadas-fora.html#comments

Deixe seu aviso, lembre-se que poderia ser com vc.
bjo;**

Gabi Rodrigues ~* disse...

Chris, obrigada por apoiar a causa da minha amiga Ingrid, vc é uma fofa amei seu blog tbm, e to seguindo \o/~

Beijo, beijo flor:**

saudeecompanhia disse...

As coisas acontecem na vida por alguma razão.

Jéss webber disse...

cara Cris, amei *-* não li as outras partes, mas vou procurar e ler agora mesmo *-*


http://garotadeviidro.tumblr.com/

Jorge Lima disse...

Nossa Fantástico!
Muito bom Chris.

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