Entrei no carro, dei a partida e comecei a ir longe desse lugar que tantos anos eu vivi, que tantas histórias eu passei, e agora vejo tudo ficar pra trás, e nos meus pensamentos voltam à tona todos os acontecimentos ali vividos; e um em especial fez os meus olhos se encherem de lágrimas.
“- Eu não permito que você vá embora dessa cara, eu sou teu pai e a sua obrigação é me obedecer. – disse meu pai gritando.
- Pai to deixando de ser um menino, eu estou crescendo, você tem que entender e aceitar isso! Você é e sempre será meu pai, mas está na minha hora de correr atrás dos meus próprios ideais. – eu disse calmamente a ele.
- Eu não posso entender isso filho, não posso! – ele disse relutante.
- Pai! – me aproximei dele – eu amo você! E se eu pudesse realmente escolher entre ir e ficar, eu escolheria ficar aqui, ao teu lado, até o fim dos meus dias; no aconchego do teu abraço, na segurança da tua presença; mas não posso mais, eu preciso seguir sozinho, eu preciso aprender a levantar sozinho. Mas você pai... Você vai sempre estar comigo, no meu coração, nas minhas lembranças... Mas agora, eu preciso ir. – ao terminar meus olhos já estavam cheios de lágrimas, assim como os dele.
- Filho... – e senti seu abraço me apertando – eu te amo!
- Eu também amo você pai! – eu disse, sentindo minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto.
- Meu filho! – disse ao se afastar lentamente – Vai! Segue tua vida, seja feliz e se nada der certo, volta! Volta e eu estarei aqui de braços abertos para te acolher. – e deu um tapinha de leve em meu rosto.
- Eu sei pai, eu sei! E é isso que me dá forças de enfrentar o que vier. – eu sorri.
- Vai com Deus meu filho! – sorriu-me de volta.
- Fique com Ele meu pai! – e lhe dei um último abraço.”
- Pai to deixando de ser um menino, eu estou crescendo, você tem que entender e aceitar isso! Você é e sempre será meu pai, mas está na minha hora de correr atrás dos meus próprios ideais. – eu disse calmamente a ele.
- Eu não posso entender isso filho, não posso! – ele disse relutante.
- Pai! – me aproximei dele – eu amo você! E se eu pudesse realmente escolher entre ir e ficar, eu escolheria ficar aqui, ao teu lado, até o fim dos meus dias; no aconchego do teu abraço, na segurança da tua presença; mas não posso mais, eu preciso seguir sozinho, eu preciso aprender a levantar sozinho. Mas você pai... Você vai sempre estar comigo, no meu coração, nas minhas lembranças... Mas agora, eu preciso ir. – ao terminar meus olhos já estavam cheios de lágrimas, assim como os dele.
- Filho... – e senti seu abraço me apertando – eu te amo!
- Eu também amo você pai! – eu disse, sentindo minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto.
- Meu filho! – disse ao se afastar lentamente – Vai! Segue tua vida, seja feliz e se nada der certo, volta! Volta e eu estarei aqui de braços abertos para te acolher. – e deu um tapinha de leve em meu rosto.
- Eu sei pai, eu sei! E é isso que me dá forças de enfrentar o que vier. – eu sorri.
- Vai com Deus meu filho! – sorriu-me de volta.
- Fique com Ele meu pai! – e lhe dei um último abraço.”
Ao me lembrar desse pequeno e intenso instante, foi inevitável segurar as lágrimas, que insistiram em rolar pelo meu rosto, meu velho pai havia ficado lá no aguardo da minha volta e ao mesmo tempo na esperança de que eu fosse feliz:
- É... Despedidas são difíceis. – disse a mim mesmo, e suspirei, secando minhas lágrimas.
Continuei minha viagem rumo ao futuro incerto que me esperava, mas com uma certeza: tem muitos anjos disfarçados de pessoas na terra e eu descobri que meu pai era um deles. E ao pensar nisso, não pude evitar de sorrir ao me lembrar daquele que sempre fez tudo por mim.














