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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um anjo chamado Pai

Entrei no carro, dei a partida e comecei a ir longe desse lugar que tantos anos  eu vivi, que tantas histórias eu passei, e agora vejo tudo ficar pra trás, e nos meus pensamentos voltam à tona todos os acontecimentos ali vividos; e um em especial fez os meus olhos se encherem de lágrimas.

- Eu não permito que você vá embora dessa cara, eu sou teu pai e a sua obrigação é me obedecer. – disse meu pai gritando.
- Pai to deixando de ser um menino, eu estou crescendo, você tem que entender e aceitar isso! Você é e sempre será meu pai, mas está na minha hora de correr atrás dos meus próprios ideais. – eu disse calmamente a ele.
- Eu não posso entender isso filho, não posso! – ele disse relutante.
- Pai! – me aproximei dele – eu amo você! E se eu pudesse realmente escolher entre ir e ficar, eu escolheria ficar aqui, ao teu lado, até o fim dos meus dias; no aconchego do teu abraço, na segurança da tua presença; mas não posso mais, eu preciso seguir sozinho, eu preciso aprender a levantar sozinho. Mas você pai... Você vai sempre estar comigo, no meu coração, nas minhas lembranças... Mas agora, eu preciso ir. – ao terminar meus olhos já estavam cheios de lágrimas, assim como os dele.
- Filho... – e senti seu abraço me apertando – eu te amo!
- Eu também amo você pai! – eu disse, sentindo minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto.
- Meu filho! – disse ao se afastar lentamente – Vai! Segue tua vida, seja feliz e se nada der certo, volta! Volta e eu estarei aqui de braços abertos para te acolher. – e deu um tapinha de leve em meu rosto.
- Eu sei pai, eu sei! E é isso que me dá forças de enfrentar o que vier. – eu sorri.
- Vai com Deus meu filho! – sorriu-me de volta.
- Fique com Ele meu pai! – e lhe dei um último abraço.

Ao me lembrar desse pequeno e intenso instante, foi inevitável segurar as lágrimas, que insistiram em rolar pelo meu rosto, meu velho pai havia ficado lá no aguardo da minha volta e ao mesmo tempo na esperança de que eu fosse feliz:
- É... Despedidas são difíceis. – disse a mim mesmo, e suspirei, secando minhas lágrimas.
Continuei minha viagem rumo ao futuro incerto que me esperava, mas com uma certeza: tem muitos anjos disfarçados de pessoas na terra e eu descobri que meu pai era um deles. E ao pensar nisso, não pude evitar de sorrir ao me lembrar daquele que sempre fez tudo por mim.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Parts of me

Poderia falar de tantos amigos agora, hoje em especial, afinal, é 20 de julho, dia do amigo não é mesmo? Eu busquei o mais especial, mas não há, eu busquei o mais importante, mas também não há, todos são especiais e importantes do seu jeito, existem os que são os melhores. No entanto, não existe um único, eu não posso falar de um sem me lembrar de outro, por esse motivo, eu vou falar unicamente para todos vocês.
Na minha vida eu sempre busquei encontrar o melhor nas pessoas sem perceber que elas eram o melhor, e você me fez enxergar o melhor que tinha em você, me fez enxergar o essencial que tinha em você, o teu coração, que me acolheu dentro dele, assim como eu acolhi você dentro do meu. Você não quis me escutar quando eu disse que com você eu poderia viver os melhores e mais intensos momentos da minha vida, e assim foi, assim está sendo, e em nenhum momento eu pensei em desistir da sua amizade.
Eu queria poder dizer cada felicidade que me trouxe, mas eu não poderia limitar tal sentimento a meras palavras, não seria justo eu descrever um sentimento indescritível, talvez os meus olhos, ao colocar essas meras palavras aqui, estejam transmitindo imagens de cada momento ao seu lado, de cada sorriso dado com você, de cada risada, de cada lágrima derrubada no teu ombro, de cada lágrima sentida molhando o meu ombro, de cada abraço apertado, de cada discussão boba, de cada briga que durou dias ou meses, de cada simples momento; na minha lembrança e no meu coração há cada um desses momentos, detalhadamente guardados dentro, e talvez você esteja um pouco longe, mas a distância não seria capaz nem por um momento de me fazer deixar de lembrar de você, talvez estejamos muito perto, e então as lembranças seguem vivas, seguem acontecendo a cada dia que passa.
Eu não quero me limitar ao falar da sua amizade, e tampouco me limitar a falar do meu sentimento por você. Seria demais se eu dissesse que eu seria capaz de dar a minha vida por você? Seria demais se eu dissesse que seria capaz de sofrer no seu lugar? Sendo demais ou não, sim, eu seria capaz... Seria, porque a sua amizade é o que há de mais importante, acima de qualquer coisa a amizade estará aqui dentro de mim.
Eu sei que tudo isso não passa de palavras, mas em cada letra há um intenso sentimento de amor, afeto, carinho, amizade, compreensão, sorrisos, risos, abraços calorosos, brincadeiras inesquecíveis, cumplicidade, e se nesse momento me pedissem pra escolher entre a minha vida e a tua, eu com certeza escolheria a tua, porque sem você na minha vida, faltaria sentido, e se fosse preciso por você eu faria isso mil vezes, e essas são apenas palavras sinceras de um coração que transborda alegrias por ter você ao meu lado.


Esse texto não está direcionado a um(a) amigo(a) apenas, e sim a todos, e eu não vou dedicar aqui agora a eles, porque eu poderia esquecer de citar algum deles, e isso não seria legal, no entanto, cada um deles se ler, vai saber que é pra ele também, porque, sem exceções, todos eles sabem da importância que têm pra mim. Então, eu dedico sim esse texto a todos vocês meus melhores amigos, feliz dia do amigo (à todos, não só à eles u_u)

domingo, 18 de julho de 2010

Confusão

O tempo parece passar rápido demais, as coisas mudam numa freqüência que eu custo a conseguir acompanhar, é difícil, mas não depende muito da minha vontade, e essa história de querer voltar no tempo é tão desnecessária, faz com que deixemos de aproveitar o presente, mas eu não quero deixar de aproveitar o agora, mas jamais esqueceria o meu passado, que ainda é meu presente, eu jamais me esqueceria de você, que fez parte de muitos momentos marcantes da minha vida, 13 anos de amizade, isso não é pra qualquer um não é mesmo? Mas, tanto tempo tem uma explicação, a amizade é um amor que nunca morre, talvez seja essa a única explicação cabível para que nem mesmo os momentos ruins tenham feito com que a amizade viesse a acabar.
Os momentos ruins? Sim, esses eu quero esquecer, não quero guardar no meu coração as vezes que nós tivemos que ficar longe um do outro por coisas fúteis demais, mas que não pudemos ver no momento, as coisas realmente já não são como eram antes, afinal, as coisas sofrem mutação a cada dia que passa, mas eu não sei o que faria sem você, embora tudo esteja diferente, eu não poderia me esquecer do quão importante foi na minha vida, de quantas vezes me fez rir das tuas idiotices tão... Idiotas (?)
Por muitas vezes eu me perguntei o que eu seria capaz de fazer por você? E nessas muitas vezes eu respondi a mim mesma que eu seria capaz de fazer o que fosse por você, mas o tempo me mostrou que não seria justo eu fazer tudo por você, enquanto você estava distante demais de ao menos pensar em fazer simples coisas por mim, eu me questionei então se amizade não estava relacionado a dar sem esperar nada em troca, e a resposta veio de algum lugar que eu desconheço, me dizendo que eu estava me doando demais para alguém que não estava mais querendo receber, então eu entendi, e simplesmente passei a fazer por você, o pouco que você passou a fazer por mim, certo ou errado tal atitude? Eu não sei, afinal, seria egoísmo pensar um pouco em mim apenas?
Estamos distantes agora, eu sei, mas aqui no meu coração você ainda permanece perto, e nunca deixará de ser o meu grande amigo, histórias e momentos estão concretizados nas páginas da minha história, e não se engane, você fez, por muitos anos, grandes parágrafos nesse livro, e embora agora tenham se tornado parágrafos falhos e pequenos ao longo das minhas palavras, você ficou marcado em cada página e sem certeza alguma no que digo, estará marcado por todas as páginas dessa história.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Até onde vai o poder do amor?


Júlia estava sentada em sua janela, observando o dia, que estava nublado, mas não estava frio nem chovendo, seus pensamentos vagavam, e se lembrava de quantas juras de amor já fizera:
- Será que você está pensando em mim também? – sussurrou olhando para o horizonte.

Do outro lado da cidade, em uma sacada de um simples apartamento, estava Lúcio, com uma fotografia na mão, observando-a:
- O que será que estas fazendo nesse momento? – disse para si mesmo, suspirando em seguida.

- Eu não posso deixar tudo terminar assim! – disse Júlia, saindo de sua janela e indo até o seu closet, escolheu uma roupa nem tão formal, mas não muito básica, trocou de roupa, se maquiou, prendeu os cabelos em um “rabo de cavalo”, pegou sua bolsa e saiu em direção à porta de sua casa, pegou as chaves do carro, e caminhou a passos largos até o carro.

Lúcio estava deitado no sofá, vendo uma programação qualquer de domingo à tarde, até que houve sua campanhia tocar.
- Quem será logo hoje? – levantou-se do sofá resmungando, e caminhou até a porta, abrindo-a – Você? – disse surpreso.
- Sim, atrapalho? – disse Júlia serenamente.
- Não, claro que não! – se apressou em dizer – Entre! – dando passagem à ela, e em seguida fechando a porta – Então... O que a traz aqui? – olhando-a.
- Você! – disse olhando-o.
- Eu?
- Sim, você Lúcio.
- Você... Pode me explicar? – com uma cara confusa.
- Claro! – diz Júlia, dando uma leve risada da cara que ele havia feito – Lúcio, por que as coisas entre nós dois terminaram? – disse, voltando a ficar séria.
- Nossas brigas intermináveis, nossos desentendimentos por qualquer besteira. – respondeu-lhe Lúcio.
- Exatamente! Deixamos o nosso casamento de 5 anos terminarem por causa de brigas e desentendimentos, por besteiras, certo?
- Certo, mas, aonde quer chegar com isso?
- Eu quero chegar ao nosso amor. – disse ela olhando-o nos olhos.
- Nosso amor? – perguntou sem entender.
- Sim Lúcio, o nosso amor. – disse ela se aproximando dele – Nós deixamos todas as bobagens serem maiores do que sentimos um pelo outro, deixamos com que as brigas destruíssem o que nós levamos anos para construir, e nós o que fizemos? Não fizemos nada, apenas deixamos tudo acontecer de braços cruzados.
- O que poderíamos ter feito Júlia? Tudo estava desandando, tudo entre nós parecia dar errado, tudo era motivo de briga.
- Poderíamos não ter feito muita coisa, poderíamos ter feito muitas coisas, aliás, Lúcio você ainda me ama com a mesma intensidade de antes? – perguntou Júlia.
- Eu surpreendentemente ainda te amo a cada dia mais Júlia, eu acho que vai ser sempre assim, o meu sentimento por você nunca foi pouco. – disse ele com certeza.
- Eu também te amo Lúcio! E diante disso, o que nos impede de recomeçar? De zerar tudo e tentar construir tudo o que tínhamos?
- Mas Júlia... – disse ele.
- Nada de “mas” Lúcio – interrompe-o ela – Nós poderíamos deixar tudo como está e nos tornar dois desconhecido e entrar para a lista de mais um casamento vencido pelas brigas idiotas, mas é tempo de tornar àquela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa e o trecho da rua em que morávamos.
Lúcio ficou em silêncio por alguns segundos.
- E se não der certo? E se nos machucarmos de novo? Se tudo continuar a ser como antes? – disse ele.
- Se. Se. Se. Lúcio, eu não quero pensar em se as coisas vão dar certo ou não, porque elas só vão continuar como antes se nós dois deixarmos, eu quero viver o presente, eu quero viver o agora e construir o futuro que sempre sonhamos. – disse ela olhando-o nos olhos.
- Júlia... Eu te amo, eu realmente te amo como eu jamais irei conseguir amar outra pessoa, mas na, eu não posso nos dar a oportunidade de nos machucar novamente. – disse ele com pesar.
- Não pode... – disse Júlia balançando a cabeça lentamente, e sentindo as lágrimas inundarem seus olhos – Eu apenas queria que se concentrasse no presente assim como eu estou querendo fazer, mas se o teu amor não é o suficiente para assumir comigo essa luta, eu infelizmente não posso fazer nada. – disse amargamente.
- Não Júlia, o meu amor seria capaz de fazer muitas coisas, ele só não é capaz de te machucar ainda mais. – suspirando.
Ela olhou-o com um tanto de desprezo, e caminhou até a porta, abrindo-a, antes de sair, de costas para Lúcio, disse:
- Se algum dia você perceber que o nosso amor poderia superar qualquer coisa, lamente-se muito, porque embora eu te ame demais, eu não irei esperar alguém que não é capaz de lutar por nós dois. – disse com voz chorosa e saiu, batendo a porta.
Lúcio ouviu, e ficou olhando a porta bater, sem nenhuma reação, e apenas sussurrou pesaroso “eu te amo Júlia!”.

Depois desse dia minha vida nunca mais seria a mesma.” Pensou Júlia ao entrar no elevador, e sentiu as lágrimas molharem o seu rosto, encostou-se e desceu até o chão se deixando cair em um choro incessante.
- Eu só queria estar com você novamente, mas eu não vou mais viver como alguém que só espera um novo amor. Eu vou viver a minha vida, com ou sem você. – disse decidida, secando suas lágrimas, saindo do elevador e caminhando até o teu carro.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tecnomodismo

O tempo passa, e a maneira como as pessoas lidam com algumas  simples “dificuldades” da vida, vão se tornando cada vez mais fáceis, algumas até já extintas de qualquer tipo de esforço, a não ser, algumas “tecladas”.
É simples perceber o quanto a tecnologia está deixando as pessoas acomodadas, e embora em alguns aspectos a tecnologia seja de certa forma muito boa, por outra parte, ela é muito prejudicial, exemplifica-se o fato de internet nos celulares, dando a chance para as pessoas acessarem suas contas de bancos, ou o que quer que seja pela internet, embora compras pela internet facilite muito a vida de algumas pessoas, isso ao menos tempo tira a “necessidade” da pessoa de sair de casa e ir até um mercado, livraria, loja de eletrodomésticos e tudo mais, fazendo com que tudo isso seja feito em apenas um clique, com apenas minutos.
E deixando a internet e celular de lado um pouco, volta-se para a televisão, cada dia que passa as televisões evoluem mais ainda, e a cobiça das pessoas por “telas” cada vez maiores, é muito grande, mas ninguém nunca cobiçou ter uma conversa agradável com as pessoas da sua casa, ao invés de ver televisão, melhor do que a do seu vizinho, amigo, ou apenas o conhecido, e isso é muito curioso não? As pessoas não são mais interessantes, estão perdendo para um ser inanimado que fica em um canto qualquer de uma sala, quarto, ou qualquer cômodo que seja. E onde isso vai nos levar? Pergunta simples, vai nos levar ao dia em que tudo será feito por máquinas, até mesmo, o teu emprego. Sabe quando você ficava horas sentado em uma cadeira preenchendo e assinando coisas? Máquinas farão isso por você. Sabe todas aquelas coisas de última geração que você criou ou ajudou a criar? Máquinas criarão no seu lugar. E você estará sem nada a fazer, e sem nem mesmo poder comprar todas essas novas coisas, sabe por quê? Porque a tecnologia também vai tirar o teu emprego, vai te acomodar tanto, que vai te deixar sem fazer nada pelo resto de sua vida.

Só mais uma noite


Com o pensamento em você, me lembro de quando éramos apenas duas crianças, sem saber o que realmente seriamos, sem saber até onde iríamos juntos, sorrindo por nada, apenas felizes por estarmos um ao lado do outro, mas agora estou andando sem rumo, procurando um destino, seu rosto me vem a cabeça, e ele está tão gélido, seu coração está tão duro, teu sorriso estão tão diferente, é como se o tempo tivesse apagado toda e qualquer tipo de boa lembrança que existia de nós dois, é como se pra você, eu fosse apenas mais uma pessoa que passou pela tua vida e nem ao menos marcas deixaram, a noite agora parece tão mais escura, a lua não brilha tanto como eu me lembro que ela fazia junto ao teu olhar, a chuva cai fina sobre a cidade, e faz frio, só não sei se faz mais frio dentro ou fora de mim, eu quero te arrancar de mim, quem dera eu pudesse viver sem um coração.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Discretamente Perigoso (Capítulo I)

Dan era um jovem de apenas 19 anos, que morava em um bairro de classe alta em Seatle, tinha cabelos pretos, quase reluzentes à luz do sol de tão negros que eram, os olhos de um verde bem claro, era alto, corpo bem esculturado, um garoto sorridente que esbanjava simpatia por onde passava, todas as garotas faziam de tudo para chamar a sua atenção, e apesar de saber de sua beleza era calmo demais, e sorria divertido com as tentativas frustradas das garotas.  Cursava publicidade em uma das melhores faculdades de Seatle, era apaixonado por criar, e tinha uma incrível criatividade ao fazer isso, e esse era um dos motivos por ter escolhido esse curso.
Todos gostavam de estar com Dan, e também o admiravam pelo seu jeito tão diferente de ser de todos os outros garotos daquela cidade; sua mãe, Lise, se orgulhava o tempo todo de seu filho, por tantos elogios que recebia de professores, e até mesmo de pessoas que simplesmente o viam passar pela rua.
Dan não era muito de sair, mas em uma noite qualquer, ele resolveu sair com alguns amigos para uma boate bastante movimentada, e como não era muito de beber, deu alguns goles de bebida, e logo começou a sentir-se mal e então resolveu ir fora de toda a multidão para tomar um ar [...]
Seus amigos estavam desesperados a procura de algum vestígio de Dan, horas haviam se passado desde a última vez que o viram, e de pronto avisaram sua mãe que logo chamou a polícia [...]
Alice, uma jovem detetive, de apenas 24 anos, foi encarregada de descobrir os mistérios que cercavam o desaparecimento de Dan naquela noite, e pra isso, ela teria que se infiltrar entre os alunos da Universidade sem se deixar perceber pelos estudantes daquele lugar, e para isso passou a ser conhecido por lá como Ashley; e então, no seu “primeiro” dia de aula, estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa, pois era seu primeiro caso de tamanha importância, estava frente ao espelho do banheiro olhando para si mesma, ensaiando caras e falas, e ao ouvir o sinal para o início da aula, respirou fundo e disse para si mesma:
- Ficar no anonimato. Claro, eu consigo fazer isso. Com toda certeza. – E sorriu o mais convincente que pode e saiu do banheiro em direção a sala que lhe fora indicada.
O corredor parecia longo demais, o som daquelas quase ainda crianças conversando e rindo pelos corredores penetravam seus ouvidos e percorriam todo o teu corpo numa explosão de adrenalina que estava tomando conta de si, olhava para todos os lados tentando se situar e se familiarizar com aquele ambiente que ela ainda conhecia bem, ao chegar em sua sala, pareceu que todos os olhares se voltaram para ela, e suas pernas parece que iriam deixá-la cair frente todos aqueles olhares curiosos, ela num súbito momento de lucidez, respirou fundo tentando encontrar todas as tuas forças e disse o mais audível que pode:
- Com licença! – sorrio timidamente.
Caminhou para o único lugar vago que ainda havia, na última cadeira da última fileira, e se sentou, observando cada rosto que ali estavam presentes, tentando por meras expressões encontrar alguma resposta para as tantas perguntas que a tinham levado até ali [...]



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nunca desistir


Kate andava rápido pelos corredores da estação, praticamente corria ao encontro de Paul que iria partir dali alguns instantes, estava aflita, seu rosto demonstrava perfeitamente isso sem que precisasse de nenhum esforço de todos que a olhavam com uma expressão de dúvida, outros com uma pouca irritação devido ao esbarrões que ela dava por estar andando rápido demais, mais uns passos e avistou Paul a ponto de entrar no metrô.
- Paul! - gritou.
E então, correu até ele, no mesmo momentos em que ele se virou para olhá-la, ficaram se olhando por longos instantes, até que ele lhe perguntou:
- O que está fazendo aqui Kate? Eu lhe disse que não queria que viesse, eu fui claro quando disse que era melhor que terminássemos. - Paul falou ríspido ao mesmo tempo em que com um tom de sofrimento.
Kate ficou olhando-o e sentiu seus olhos serem tomados pelas lágrimas que já escorriam pelo teu rosto.
- Eu te amo Paul! Eu quero ficar com você, mesmo que você esteja longe, é só com você! - disse ela num sussurro em meio às lágrimas.
- Kate, por mais que você me ame, por mais que eu te ame, nós não podemos, eu estou indo embora, e nem sei quando volto, nem ao menos sei se voltarei... Não posso prendê-la a algo tão incerto. - ddisse ele a olhando sério.
- Você me ama Paul? - olhou-o nos olhos ao dizer.
- Eu a amo como jamais amei a ninguém Kate - respondeu ele, retribuindo o olhar, mas logo em seguida desviando o olhar - mas mesmo assim não podemos, você tem uma vida toda pela frente, eu tenho uma vida toda pela frente, conheceremos novas pessoas, podemos nos apaixonar por outro alguém...
- Paul, você é a minha vida, é por você que eu sou e sempre serei apaixonada, e mesmo que você esteja indo sem saber se volta ou quando volta, eu ainda quero você, mas se você não me quiser mais, então diga. - disse Kate interrompendo-o.
- Eu quero você Kate, e por te querer, por te amar como eu te amo que eu quero que seja feliz.
- E como serei feliz se não estiver com você?
- Pau suspirou, mas nada disse, não soube o que responder, ficou olhando Kate, ficou olhando cada detalhe de seu rosto, a admirando. Então, ela disse:
- Paul,  algo que aprendi foi que diante do amor verdadeiro não se desiste. Mesmo que essa pessoa implore que desista. E eu não vou e não posso desistir de você, eu vou te esperar, seja o tempo que for, eu sempre estarei aqui a sua espera.
Ele ficou olhando-a sem saber o que lhe dizer, olharam-se nos olhos e foram ao encontro deum abraço apertado e forte, ficaram abraçados por longos minutos, até que o silêncio é quebrado pela "voz" dizendo que o metrô já está quase partindo, os dois soltaram um longo suspiro pesaroso, então se soltaram, e se olharam nos olhos e Paul disse:
- Eu te amo Kate! - e sorriu em seguida.
- Eu também te amo Paul! - disse num sussurro retribuindo o sorriso.
Entrelaçaram seus dedos, sem deixar de olhar-se por um segundo, Paul foi soltando a mão de Kate lentamente enquanto ela sussurrava entre lágrimas:
- Eu vou te esperar!
Pelos olhos de Paul escorreram lágrimas envergonhadas, que foram limpas rapidamente por ele, que sussurrou:
- Você é a minha vida!
Soltou completamente a mão de Kate, e entrou no metrô que se foi seguido pelo olhar triste de Kate até ficar fora de seu campo de visão.

Desprezível

Trair, qual o sentido de tamanha ação desprezível? São tão hipócritas e ridículos os tantos motivos que dão para justificar tal ato; mas não conseguem enxergar que quando se ama alguém de verdade, pela sua cabeça, jamais passaria a ideia de estar com outro alguém, não pensaria em machucar a quem diz amar. Mas é muito mais fácil acabar com a sua carência, com as tuas crises, com a falta de atenção, com a outra pessoa, que chegar e conversar com quem vive ao seu lado, é muito mais atraente não é? Pode até se vingar com isso, ou até mesmo, descontar sua raiva não é mesmo? Fraqueza! Hipocrisia! Não saber amar! Esses sim, são reais motivos para se cometer uma traição.
E diante tanto fatos, é ainda mais desprezível dizer que ama, é banal. Não sabe amar, não sabem nem mesmo o que é amor quem "pratica" isso. Muitas vezes é tão tentador que a atração se faz maior que o amor que diz sentir, mas que amor é esse? Que tipo de amor é esse que se esconde, que fica menor ao lado de coisa tão ridícula, de algo tão passageiro, por vezes? Não, não é amor, não pode ser amor!
Traição não pode fazer parte do amor, melhor dizendo, não aceita e não permite que a traição faça parte dele.

Mundo doente

Quinta-feira, 10 de maio de 2010, a noite, voltando do colégio, vi uma cena que me "chocou" ao parar pra pensar, em uma calçada um cachorro dormindo e ao seu lado um homem também dormindo, muitos ao lerem até aqui irão desistir de ler, ou irão ler porque "têm" que ler, ou até mesmo rir e achar algo idiota e banal, mas não, eu não me importo com isso (mentes pequenas), até porque, dizer que isso não vai acontecer seria hipócrita.
Ao ver isso, eu parei e comecei a pensas a que ponto chegamos, um homem, um ser humano, sendo tratado como um cachorro, sendo igualado a um cachorro; isso deveria ser inaceitável, mas infelizmente não é, nos fazemos de cegos quando temos que ver isso, mas todos adoram fazer uma enorme cena ao falar sobre isso, com a pena falsamente estampada no rosto, mas quem disse que eles precisam de pena? Eles não precisam de palavras piedosas que continuam os deixando lá como cachorros, eles precisam de oportunidades, precisam de atitudes.
E onde está a igualdade? Aliás, que igualdade? Esse mundo não conhece isso, enquanto magnatas medíocres esbanjam o seu dinheiro em carros e gigantescas mansões, pessoas morrem de fome; enquanto um político ganha milhões de reais e ainda rouba mais pra fazer absolutamente nada, pessoas não tem nem mesmo onde morar. Deus, livrai-me dos normais. As pessoas estão cegas e é assustador pensar que isso não está nem perto de acabar, enquanto impoem, nós acatamos, e deixamos pessoas pagarem pelas consequências de nossa covardia, de nossa aceitação com esse mundo que está todo errado.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Basta acreditar


Uma noite fria de inverno e uma criança de apenas 8 anos vagando pelas ruas de uma cidade, tentando de alguma maneira se proteger do frio que fazia aquela noite. Havia perdido seus pais e irmão num cruel acidente de carro.
"Uma família feliz, indo para um passeio normal como faziam muitas outras famílias e amigos, afinal, era feriado, estavam todos no carro, em direção à seus destinos, e então começaram a cantar uma música que diziam que era deles, todos juntos, com a exceção apenas do pequeno garotinho de um ano recém feito, que apenas balbuciava algumas coisas sem nexo algum, mas era visível a felicidade dele naquele momento.
Mas devido ao movimento, a noite caiu, e eles ainda estavam na estrada, mas apesar disso, ainda sorriam  e brincavam muito felizes, e era como se nada fosse capaz de abalar aquele momento único entre eles.
A noite deixava a visibilidade menor, e então foi preciso de mais atenção do pai pela estrada, mas as crianças queriam brincar com o ele, queriam a atenção dele, e como todo pai faria naquele momento, por segundos olhou para seus filhos, e nesse mesmo segundo surgiu um clarão na frente do carro, e então, se ouviu um barulho apavorante de batida, e depois apenas se lembra de quando recebeu a notícia de que era a única sobrevivente daquele cruel acidente. Foi mandada então a um orfanato, e lá passou os piores dias de sua vida, e já não suportava mais aquilo, então, resolveu fugir, pensou mil e uma maneiras de fugir, e ao encontrar a ideal, esperou até o momento e dia certo, e colocou seu plano em prática, por sorte, conseguiu fugir [...]"
De repente a pequena garotinha se depara com uma moça a olhando com um sorriso terno no rosto, e a garotinha, quase que instantaneamente, lhe retribui o sorriso, e então a moça lhe pergunta:
- O que faz uma garotinha tão pequena há essa hora sozinha na rua?
A garotinha fechou o sorriso, e baixou os olhos que se encheram de lágrimas, e a esse ponto já estava tremendo, sem perceber, de frio.
- Perdi meus pais num acidente de carro, e então me levaram para um orfanato, mas fugi de lá, não suportava mais aquele inferno e não tinha para onde ir. - disse sussurrando.
A moça então se abaixou para ficar na altura da pequena menina, e levantou seu rostinho, ainda com o sorriso terno no rosto.
- Eu vou cuidar de você. - disse carinhosamente.
A garotinha sorriu timidamente, e pensou consigo mesma: um anjo. E em seguida disse baixinho.
- Você é um anjo!
A moça sorrindo lhe disse em seguida:
- Você acredita em anjos?
A garotinha ficou olhando-a. Sim, ela acreditava em anjos, e por acreditar, eles existiam, e respondeu:
- Eu acredito!
E então, a moça sorrindo terna, a abraçou carinhosamente e disse:
- Então, eu sou sim um anjo, o seu anjo.

Hipocrisia

 Nos dias de hoje, a beleza é mais importante do que o potencial que você tem!
 Não, o mundo não cansa de ser fútil, de dar tanta importância a inutilidades, as pessoas não enxergam que a real beleza de alguém não está na roupa que ela usa, não está no rosto que ela tem, não está no dinheiro que ela possui, mas está dentro dela, está além do que qualquer olhar hipócrita pode enxergar.
Um rostinho bonito vale mais do que um coração bonito, é muito fácil você ter um rosto e um corpo lindos, afinal, a tecnologia está aí pra tudo não é mesmo? Mas já ouviram falar em lipoaspiração de alma? De plástica de coração? Já viu alguém malhando a honestidade? Ou passando um creminho anti-rugas na sinceridade? Eu acho que não. A beleza interior não pode ser criada, a beleza que realmente deveria importar, é só mais uma coisa que não importa a ninguém. Quando as pessoas vão abrir os olhos e enxergar além do que acham que podem?
Do jeito que as coisas estão indo em relação a isso, falta pouco pra dizerem por aí "Arranque seu coração, ele não nos importa" ou "Seja linda para ter sucesso", acha radical demais? Para e pensa, analisa tudo envolta, e chegaras à conclusão de que tudo que mais importa, são as máscaras bonitinhas colocadas a frente de um coração sem beleza alguma.